Renovado compromiso por lacooperación entre cristianos y musulmanes



Lunes 21 Sep 2015

 

Con elapoyo del PontificioConsejo para el Diálogo Interreligioso y la presencia de su prefecto, el cardenal Jean Louis Tauran, entre el viernes 18 y el sábado 19 de septiembre se celebró en Buenos Aires la primera conferencia internacional para “Promover la cultura, el respeto y la solidaridad entre los seguidores de lasreligiones. Los participantes expresaron su determinación para promover activamente el diálogo, en pos de trabajar para la paz en mundo, la preservación de la dignidad humana y apoyar la cooperación entre cristianos y musulmanes.

Con el apoyo del PontificioConsejo para el Diálogo Interreligioso y la presencia de su prefecto, el cardenal Jean Louis Tauran –conocido por haber anunciado al mundo la elección del papa Francisco-, entre el viernes 18 y el sábado 19 de septiembre se celebró en Buenos Aires la primera conferencia internacional para “Promover la cultura el respeto y la solidaridad entre los seguidores de lasreligiones.

Las jornadas católico-islámicasfueron organizadas por el Instituto de Diálogo Interreligioso, la OrganizaciónIslámica para América Latina y la OrganizaciónIslámica para la Educación, la Cultura y lasCiencias (Isesco).

Representantes de lasorganizaciones católicas e islámicas, y líderes religiosos y académicos de ambos credos compartieroncuatrosesiones de trabajo donde se abordaron temas como la cultura religiosa y los valores humanos comunes, la promoción del diálogo entren los seguidores de lasreligiones para fomentar la solidaridad humana, los estereotiposdistorsionados de lasreligiones y las formas de corregirlos, y el papel de lasinstituciones religiosas en la promoción del respeto mutuo,

La sesión de apertura contó con la presencia del cardenal Mario Aurelio Poli, arzobispo de Buenos y primado de la Argentina; el vicecanciller argentino, Eduardo Zuain; el director general de la OrganizaciónIslámica para la Educación, la Cultura y lasCiencias (Isesco), AbdulazizOthmanAltwaijri; el secretario general de la OrganizaciónIslámica para Latinoamérica y el Caribe, Muhammad YususfHallar, y el presidente del Instituto del Diálogo Interreligioso, Omar Ahmed Abboud.

Palabras del cardenal Tauran
El prefecto del PontificioConsejo para el Diálogo Interreligiliosoagradeció la invitación para caminar “con los hermanos y en la presencia de Dios”, y propuso a los fieles de ambos credos “hacernoscompañeros de viaje de cada ser humano en nuestrocaminohacia la Verdad”.

“Inspirados en nuestros valores compartidos y fortalecidos por nuestrossentimientos de genuinafraternidad, estamos llamados a trabajar juntos por la justicia, la paz y el respeto de los derechos y de la dignidad de cada persona”, sentenció el purpurado.

Para el cardenalfrancés, “el mundo actual está urgentemente llamado a afrontar graves desafíos que exigensolidaridad por parte de las personas de buenavoluntad”. Estosdesafíos, segúnenumeró, son “lasamenazas al medioambiente, la crisis de la economía global y los altos niveles de desocupación”, además del desarraigo causado por lasmigracionesforzadas. En este aspecto, el cardenalconsideróindispensable el aporte de los responsables religiosos.

“Trabajemos juntos para construir puentes de paz y promover al reconciliación, especialmente en las zonas donde musulmanes y cristianospadecen juntos el horror de la guerra. Seguramente, hoynuestrodesafío más grande seael de demostrar que lasreligiones no son la causa de los conflictos, sino parte de la solución”, afirmó el prefecto del dicasterio vaticano encargado del diálogo con la feislámica y otros credos.

Palabras del cardenalTaurán (PDF)

Declaración
Los participantes expresaron su determinación para promover activamente el diálogo, en pos de trabajar para la paz en mundo, la preservación de la dignidad humana y apoyar la cooperación entre cristianos y musulmanes.

Tras el encuentro, dieron a conocer una declaración en la que realzan la importancia del diálogo intercultural e interreligioso para promover una cultura de mutuo respeto y de solidaridad entre creyentes de las distintas tradiciones religiosas. Se habló de preservar el conjunto de valores que hacenposible una cultura de convivencia: el mutuo respeto, la solidaridad, el respeto a la Creación, la justicia social y los derechos humanos.

También se destacó a la familia, porque “preservar y defender los núcleos familiares es defender a la especie humana en su conjunto”, y “para ello es imprescindible una educación sólida en valores”.

Los participantes de este congresotestimonian su empeño para alcanzar tales objetivos con los siguientesprincipios básicos: promover valores moralescomunes, incentivar un mutuo respeto, animar la solidaridad, propiciar una cultura de paz y de respeto por el derecho a la vida, repudiar y condenar cualquieracto de violencia o persecución, y reconocer el patrimonio religioso y cultural de los pueblos del mundo.+

19849

 

 

Fonte: http://www.aica.org

 

 

Luteranos, evangélicos e ortodoxos releem o “testamento espiritual” do irmão Roger



Numerosas mensagens para a Comunidade de Taizé por ocasião do 75º aniversário de fundação: o patriarca Bartolomeu, o Rev. Junge, o vice-secretário da Aliança Evangélica Mundial, Wilf Gasser, e o secretário do Conselho Mundial de Igrejas, Olav Tveit

Roma, 20 de Agosto de 2015 (ZENIT.org)

Além da mensagem do papa Francisco, foram muitas as lembranças enviadas à comunidade de Taizé por três importantes aniversários: o de 75 anos da fundação (20 de agosto), o de 100 anos do nascimento do fundador, irmão Roger (12 maio) e o de 10 anos da sua morte (16 de agosto). O site oficial da comunidade apresenta os textos recebidos do patriarca Bartolomeu, do secretário geral da Federação Luterana Mundial, Martin Junge, do vice-secretário geral da Aliança Evangélica Mundial, Wilf Gasser, e do secretário geral do Conselho Mundial de Igrejas, Olav Fykse Tveit.
Em sua mensagem, o patriarca Bartolomeu observa que a convergência destes três eventos num mesmo ano “marca perfeitamente o destino indissolúvel entre a figura carismática do fundador, o irmão Roger, e a coragem espiritual que ele demonstrou ao tornar tangível a sua vocação ecumênica. Não se trata apenas de ter uma visão, mas de conseguir dar-lhe um corpo e uma alma”. Inspirado pela necessidade urgente da unidade dos cristãos, “o irmão Roger trabalhou não apenas a matéria exterior de uma comunidade, autenticamente multiconfessional, mas também foi o promotor de um ecumenismo espiritual caracterizado por uma atenção particular aos jovens”. De acordo com Bartolomeu, “a unidade dos cristãos é uma realidade à qual estamos ligados por um compromisso irreversível. Mas agora que, ao passar do tempo, o entusiasmo inicial está diminuindo, é necessário questionar-se sobre os motivos da unidade”. Devemos, portanto, reler o “testamento espiritual” do religioso suíço, que deixa clara “a esperança no futuro, enraizada nas gerações mais jovens”. Finaliza o patriarca ortodoxo: “Prestamos homenagem à importante missão da Comunidade de Taizé para o ecumenismo da vida, que encontra a sua fonte num espírito de partilha fraterna, na fidelidade à Escritura e aos Padres da Igreja”.

O rev. Junge também sublinhou que “2015 representa um marco na vida da comunidade. Os três eventos realmente deixam uma marca especial no mundo”. Ao recordar a coragem e o empenho com que o irmão Roger ofereceu refúgio aos cristãos e aos judeus perseguidos durante a Segunda Guerra Mundial, o secretário geral da Federação Luterana Mundial ressaltou que, “desde a sua criação, a Comunidade de Taizé foi e continua sendo um lugar de encontro para uma nova solidariedade. Nos últimos 70 anos, centenas de milhares de mulheres e homens de todo o mundo, com diferentes caminhos pessoais e experiências de fé, foram transformados pela espiritualidade de Taizé, simples e profundamente enraizada na oração de escuta, que abre espaço para um encontro íntimo com Deus e, através dele, para o serviço do próximo. A vida do irmão Roger foi um grande presente para o mundo; seu andar de mãos dadas com Deus era visível nas suas ações e audível nas suas palavras, mas, acima de tudo, refletia o fruto do amor que ele e a comunidade de Taizé criaram e continuam a criar guiados pelo Espírito Santo. A busca e o compromisso constantes pela unidade, mesmo nas circunstâncias mais difíceis, continuam a ser um exemplo de humildade e de força, de abandono e de confiança no amor infinito de Deus e na vontade divina de que todos nós estejamos um dia na unidade do Espírito Santo”.

Por sua vez, o vice-secretário geral da Aliança Evangélica Mundial se diz convencido de que Taizé tem sido “uma bênção para muitas comunidades evangélicas e para mim mesmo. Eu fui inspirado por um grupo bíblico caracterizado pelo estilo de Taizé”, o revela, manifestando a sua gratidão à comunidade “pelo testemunho do Evangelho de Cristo e pelo ministério entre os jovens no mundo inteiro”.

“Peregrinação” é a palavra-chave da mensagem de Tveit, como “característica definidora do movimento ecumênico. O convite da comunidade de Taizé a uma ‘peregrinação de confiança sobre a terra’ ecoa o convite da Décima Assembleia do Conselho Mundial de Igrejas (CMI), realizada em Busan, a fazer uma peregrinação de justiça e de paz”, escreve ele. “Quando falamos de uma peregrinação que une as dimensões espirituais da oração e do culto à ação prática pela justiça e pela paz, somos lembrados de que a vida e a identidade cristã fazem parte de algo que é maior que nós mesmos, algo que nos une na solidariedade de uns para com os outros como expressão da graça e do amor de Deus. Abandonemos a abordagem autorreferencial e egocêntrica da fé e da vida cristã”.

“Caminhar juntos nesta peregrinação demanda e incentiva a abertura ao diálogo”, enfatiza o secretário do CMI, “a aceitação e a prática da responsabilidade recíproca, bem como a inclusão do outro no próprio futuro. Procurando sentido além de nós mesmos como parte de um grupo particular, de uma igreja, de uma tradição, descobrimos o sentido que dá importância à vida de uma fraternidade mais ampla dos que caminhamos juntos”. É significativo, a esta luz, o fato de que, além do 75º aniversário da fundação da comunidade de Taizé, também se recorde o centenário do nascimento do irmão Roger e o décimo aniversário da sua morte. “Caminhando juntos na peregrinação da justiça e da paz, também nos afirmamos como pessoas com dons e compromissos específicos, que estamos dispostos a compartilhar”, afirma Tveit. “Sendo cristãos, consideramos uns aos outros como irmãos e irmãs que se apóiam para viver como discípulos de Cristo, seguindo o caminho de Jesus. O irmão Roger demonstrou a alegria e a dor do discipulado com a sua vida e o seu testemunho. Seu caminho de vida nos ajuda a reconhecer o significado mais profundo de ser uma só coisa no corpo de Cristo na oração e na prática. Suas reflexões sobre a fé em Cristo, no meio do terror nazista e da guerra, e, depois, a tragédia da sua morte, mantém a nossa atenção na cruz de Cristo. Somos lembrados do amor unificador, reconciliador e abnegado de Cristo pelo mundo, e do dom da vida nova na Eucaristia”.

Caminho de Santiago acolhe a primeira peregrinação Interreligiosa



Mais de cem católicos, judeus, budistas, muçulmanos, hindus percorrem 107 quilômetros para promover a paz e a justiça social

Roma, 21 de Agosto de 2015 (ZENIT.org)

O Caminho de Santiago vai receber, de 30 de agosto até 06 de setembro, a primeira peregrinação inter-religiosa de sua história, sob o lema “Um mundo diferente é possível”.

O encontro conta com a participação de mais de 120 fiéis católicos, judeus, budistas, muçulmanos e hindus que irão percorrer 107 quilômetros do chamado Caminho Francês em terras leonesas promovendo a paz e a justiça social.

A peregrinação pretende mostrar à sociedade que “as vidas espirituais são um claro sinal de diálogo, convivência e desenvolvimento, onde as diferentes religiões não se separam, mas se unem”, explicam os organizadores.

“O objetivo é superar as barreiras dos diferentes credos, ajudar uns aos outros na renovação espiritual e promover uma mensagem de paz e de mudança para um mundo rico e complexo, a fim que as opções materialistas tanto espirituais como científicas, empresariais, sociais… não prevaleçam sobre as opções mais humanas de solidariedade e respeito”.

Os organizadores destacam que “a iniciativa nasceu como vocação para ser um veículo de coexistência e aprofundamento espiritual dos fiéis de diferentes tradições religiosas na Espanha. Neste sentido, não é apenas um evento, mas visa a um processo de encontro interreligioso”.

Todos os dias, várias atividades serão realizadas com um tema que será trabalhado ao longo do caminho. Haverá momentos para celebrar, compartilhar, refletir, para o lazer, para ficar em silêncio… Respeitando os momentos de oração de cada confissão.

A peregrinação consiste em seis etapas no decorrer dos 107 quilômetros que serão percorridos na província de Léon. A viagem terá início no dia 30 de agosto, em León, com a recepção dos participantes no Mosteiro de Santa Maria de Carbajal. Em cada etapa um grupo religioso diferente será responsável pela direção da viagem que vai atravessar as cidades de Sahagún, El Burgo Ranero, Mansilla de las Mulas, San Miguel del Camino, Hospital Órbigo, Astorga e Rabanal del Camino.

Trata-se de um projeto conjunto da Comissão ibérica de diálogo inter-religioso monástico, da Comunidade judia Masorti Bet-El, da Casa Turco-Arco Fórum, da Comunidade budista Dag Shang Kagyu, da Comunidade Baha’i de Espanha, e do Fórum Abraham da Associação hindu Veda Dharma.

A peregrinação tem o apoio dos Missionários da Unidade, do Zendo Betânia, da Comunidade ecumênica Horeb Charles de Foucauld, da Conferência Espanhola dos Religiosos (CONFER), da Associação para o Diálogo Interreligioso da Comunidade de Madrid (ADIM), da Associação Ecumênica Internacional, entre outros. As comunidades beneditinas de Santa Maria de Carbajal e Rabanal del Camino participam ativamente na acolhida dos peregrinos.

Carta do Papa: Dia Mundial de Oração pelo Cuidado da Criação



Aos Venerados Irmãos

Cardeal Peter Kodwo Appiah TURKSON 
Presidente do Pontifício Conselho da Justiça e da Paz

 

Cardeal Kurt KOCH 
Presidente do Pontifício Conselho para a Promoção da Unidade dos Cristãos

 

Compartilhando com o amado irmão o Patriarca Ecumênico Bartolomeu as preocupações pelo futuro da criação (cf. Cart. Enc. Laudato si’, 7-9), e acolhendo a sugestão de seu representante, o Metropolita Ioannis de Pérgamo, um dos convidados na apresentação da Encíclica Laudato si’ sobre o cuidado da casa comum, desejo comunicar-vos que decidi instituir também na Igreja Católica o “Dia Mundial de Oração pelo Cuidado da Criação” que, a partir do ano corrente, será celebrado no dia 1° de Setembro, assim como já ocorre há tempos na Igreja Ortodoxa.

Como cristãos, queremos oferecer a nossa contribuição para a superação da crise ecológica que a humanidade está vivendo. Por isso devemos, antes de tudo, buscar no nosso rico patrimônio espiritual as motivações que alimentam a paixão pelo cuidado da criação, lembrando sempre que para aqueles que crêem em Jesus Cristo, Verbo de Deus que se fez homem por nós, «a espiritualidade não está desligada do próprio corpo nem da natureza ou das realidades deste mundo, mas vive com elas e nelas, em comunhão com tudo o que nos rodeia» (ibid., 216). A crise ecológica nos chama, portanto, a uma profunda conversão espiritual: os cristãos são chamados a uma «conversão ecológica, que comporta deixar emergir, nas relações com o mundo que os rodeia, todas as conseqüências do encontro com Jesus» (ibid., 217). De fato, «viver a vocação de guardiões da obra de Deus não é algo de opcional nem um aspecto secundário da experiência cristã, mas parte essencial duma existência virtuosa» (ibid.).

Anualmente, o Dia Mundial de Oração pelo Cuidado da Criação oferecerá a cada fiel e às comunidades a preciosa oportunidade para renovar a adesão pessoal à própria vocação de guardião da criação, elevando a Deus o agradecimento pela obra maravilhosa que Ele confiou ao nosso cuidado, invocando a sua ajuda para a proteção da criação e a sua misericórdia pelos pecados cometidos contra o mundo em que vivemos. A celebração deste Dia, na mesma data, com a Igreja Ortodoxa, será uma ocasião profícua para testemunhar a nossa crescente comunhão com os irmãos ortodoxos. Vivemos num tempo em que todos os cristãos enfrentam idênticos e importantes desafios, diante dos quais, para ser mais críveis e eficazes, devemos dar respostas comuns. Por isto, é meu desejo que este Dia também possa envolver, de alguma forma, outras Igrejas e Comunidades eclesiais, e ser celebrado em sintonia com as iniciativas que o Conselho Mundial de Igrejas promove sobre este tema.

Ao senhor, Cardeal Turkson, Presidente do Pontifício Conselho da Justiça e da Paz, peço para que leve ao conhecimento das Comissões Justiça e Paz das Conferências Episcopais, bem como dos Organismos nacionais e internacionais comprometidos no âmbito ecológico, a instituição do Dia Mundial de Oração pelo Cuidado da Criação, para que, em harmonia com as exigências e as situações locais, a celebração seja devidamente organizada com a participação de todo o Povo de Deus: sacerdotes, religiosos, religiosas e fiéis leigos. Para este fim, será de responsabilidade deste Dicastério, em colaboração com as Conferências Episcopais, implementar oportunas iniciativas de promoção e de animação, para que esta celebração anual seja um momento forte de oração, reflexão, conversão e uma oportunidade para assumir estilos de vida coerentes.

Ao senhor, Cardeal Koch, Presidente do Pontifício Conselho para a Promoção da Unidade dos Cristãos, peço que providencie os contactos necessários com o Patriarcado Ecumênico e com as outras realidades ecumênicas, para que tal Dia Mundial possa tornar-se sinal de um caminho percorrido conjuntamente por todos os que crêem em Cristo. Será responsabilidade deste Dicastério, além disto, cuidar da coordenação com iniciativas similares tomadas pelo Conselho Mundial de Igrejas.

Ao fazer votos duma mais ampla colaboração para o bom início e desenvolvimento do Dia Mundial de Oração pelo Cuidado da Criação, invoco a intercessão da Mãe de Deus, Maria Santíssima, e de São Francisco de Assis, cujo Cântico das Criaturas inspira tantos homens e mulheres de boa vontade a viver no louvor do Criador e no respeito pela criação. Corroboram estes votos a Bênção Apostólica, que de coração concedo a vós, Senhores Cardeais, e a todos aqueles que colaboram no vosso ministério.

 

 

Vaticano, 6 de Agosto de 2015

Festa da Transfiguração do Senhor

FRANCISCUS

 

 

Sudão do Sul: Conselho das Igrejas à frente do processo de paz



O Conselho das Igrejas do Sudão do Sul pretende promover a reconciliação no país devastado pela guerra

Roma, 13 de Agosto de 2015 (ZENIT.org)

Um conselho de várias igrejas cristãs lançou no Sudão do Sul uma iniciativa de paz para ajudar a acabar com o conflito que assola o país.

De acordo com a Agência Fides, o Conselho de Igrejas do Sudão do Sul deu início oficialmente a um novo processo de paz neste último sábado, depois de uma reunião em Kigali, Ruanda, realizada em junho.

O conselho espera “influenciar e mudar as atitudes da população e as políticas governamentais, bem como a postura de outras instituições, no tocante à paz e à reconciliação no país”.

Dom Paulino Lukudu Loro, F.S.C.J., arcebispo de Juba, salientou a urgência de dar fim à guerra civil no país. “Esta guerra tem de acabar! O acordo de paz tem de ser assinado em defesa da vida”, declarou ele na reunião do conselho em 8 de agosto. A guerra, continuou, “tem tornado as pessoas indiferentes à vida humana. As pessoas estão morrendo e ninguém se importa”.

Negociadores das facções em conflito no Sudão do Sul estão em negociações de paz na capital da Etiópia, Adis Abeba.

 

Indonésia: Governo convida o Papa para reforçar diálogo interreligioso



Durante visita do Secretário de Estado do Vaticano, ministro de Assuntos Religiosos do país com a maior população muçulmana do mundo agradece o trabalho do Santo Padre

Roma, 14 de Agosto de 2015 (ZENIT.org)

O Ministro de Assuntos Religiosos indonésio, Lukman Hakim Saifuddin, convidou o Papa Francisco a visitar o país para discutir a prevenção de conflitos entre religiões.

Lukman fez o convite ao cardeal Pietro Parolin, secretário de Estado do Vaticano na quarta-feira. “Com toda a humildade, convidamos o Papa Francisco a visitar a Indonésia” disse o ministro à agência de notícias indonésia Antara.

Lukman espera que a visita reforce o diálogo interreligioso. Ele acrescentou que o Papa poderia se reunir com a comunidade católica local, cerca de sete milhões de fiéis.

Além disso, o ministro indonésio recordou que a Indonésia e a Santa Sé “tiveram boas relações em 65 anos” e admitiu que “foi ajudado através da presença de líderes religiosos”, incluindo líderes e bispos das províncias católicas.

“Os esforços para construir um diálogo interreligioso é um ato positivo e nós apreciamos e agradecemos o trabalho que o Papa Francisco fez até agora, cujo impacto é bom tanto para a Indonésia como para o mundo”, afirmou Lukman.

Por sua parte, o cardeal Parolin, após reunião com o ministro de Assuntos Religiosos da Indonésia, disse que transmitiria o convite ao Santo Padre o mais rápido possível. O secretário de Estado também convidou Lukman Hakim Saifuddin a visitar o Vaticano. Com mais de 200 milhões de membros, a Indonésia é a maior nação muçulmana do mundo.

O Santo Padre voltou a falar sobre o escândalo da divisão entre cristãos



Diálogo que deve prosseguir

 

Um apelo a dar continuidade ao diálogo para superar incompreensões e divisões foi lançado pelo Papa Francisco na mensagem enviada por ocasião do cinquentenário da instituição do grupo de trabalho conjunto entre a Igreja católica e o Conselho ecumênico das Igrejas. O texto — cujo conteúdo damos a conhecer em seguida — foi lido pelo cardeal Kurt Koch, presidente do Pontifício conselho para a promoção da unidade dos cristãos, durante o congresso realizado na tarde de terça feira 23 de Junho, na sede do centro «Pro Unione», em Roma.

 

Ao Reverendo Doutor Olav Fykse Tveit Secretário Geral do Conselho Ecumênico das Igrejas.

 

O qüinquagésimo aniversário do Grupo de trabalho conjunto entre a Igreja católica e o Conselho ecumênico das Igrejas constitui uma oportunidade de ação de graças a Deus Todo-Poderoso pelas significativas relações ecumênicas que hoje vivemos. Por conseguinte, é também um momento para dar graças ao Senhor por tudo aquilo que o movimento do ecumenismo levou a cabo desde os seus primórdios, há mais de cem anos, inspirado pelo anseio daquela unidade que Cristo tencionava para o seu Corpo, a Igreja, e por um emergente sentido de tristeza devido ao escândalo da divisão entre os cristãos. Desde a sua instituição, em 1965, o Grupo de trabalho conjunto promoveu as condições necessárias para um maior testemunho comum da Igreja católica e das Igrejas e Comunidades eclesiais do Conselho ecumênico das Igrejas. Ponderando sobre estes últimos cinqüenta anos, deveríamos sentir-nos animados pela colaboração favorecida pelo Grupo de trabalho conjunto, não apenas nas questões relativas ao ecumenismo, mas inclusive nos âmbitos do diálogo inter-religioso, da paz e da justiça social, assim como nas obras de caridade e no campo da assistência humanitária. O Grupo de trabalho conjunto não pode concentrar-se em si mesmo, mas, pelo contrário, deve tornar-se cada vez mais um «grupo de peritos», aberto a todas as oportunidades e desafios que as Igrejas são chamadas a enfrentar nos dias de hoje, na sua missão de acompanhar a humanidade sofredora no seu caminho rumo ao Reino, imbuindo a sociedade e a cultura com as verdades e os valores do Evangelho. Na minha Exortação Apostólica Evangelii gaudium eu observava que as realidades são mais importantes do que as idéias (cf. n. 233). O Grupo de trabalho conjunto deve ser orientado para enfrentar as preocupações concretas das Igrejas no mundo inteiro. Deste modo, estará mais preparado para propor medidas de colaboração destinadas não só a aproximar mais as Igrejas entre si, mas também a garantir que elas ofereçam uma diaconia eficaz, em conformidade com as necessidades das pessoas. No cumprimento desta tarefa, o Grupo de trabalho conjunto distingue-se pela sua índole e pelas suas finalidades. Os nove relatórios apresentados até agora dão testemunho da compreensão e da estima crescentes pelos vínculos de fraternidade e de reconciliação que, no contexto do panorama mutável do Cristianismo no mundo contemporâneo, coadjuvam os cristãos no seu comum testemunho e missão evangelizadora. No entanto, devemos reconhecer que não obstante as numerosas realizações alcançadas no campo do ecumenismo ao longo do último meio século, a missão e o testemunho cristão ainda sofrem por causa das nossas divisões. Os desacordos a respeito de diversas temáticas — de modo particular as questões antropológicas, éticas e sociais, assim como as relativas à compreensão da natureza e das condições da unidade que nós buscamos — ainda exigem esforços intensos. O nosso diálogo deve prosseguir! Encorajo o Grupo de trabalho conjunto a dar continuidade ao seu debate acerca das problemáticas ecumênicas fundamentais e, ao mesmo tempo, a promover modalidades mediante as quais os cristãos possam dar um testemunho compartilhado da comunhão real, embora imperfeita, na qual participam todos os batizados. Confiemos sempre no fato de que o Espírito Santo continua a assistir e a orientar o nosso caminho, freqüentemente de formas novas e às vezes até inesperadas. De maneira análoga, este aniversário constitui uma oportunidade para manifestarmos a nossa gratidão a todos aqueles que, ao longo dos últimos cinquenta anos, serviram incansavelmente a causa da unidade dos cristãos, fomentando a jubilosa proclamação do Evangelho (cf. Mt 28, 18-20). Unamo-nos na imploração ao nosso Pai celestial, a fim de que nos conceda por meio de Jesus Cristo nosso Redentor, e com o poder do Espírito Santo, a dádiva da unidade completa visível entre todos os cristãos, para que a Igreja seja cada vez mais um sinal de esperança para o mundo e inclusive um instrumento de reconciliação para todos os povos.

 

FRANCISCO

 

Fonte: L’OSSERVATORE ROMANO- Ano XLVI- número 27 (2.370), quinta-feira 2 de Julho de 2015  página 3

 

No templo valdense de Turim Francisco pediu perdão pelos comportamentos não cristãos



A unidade faz-se a caminho

 

Na manhã de segunda-feira 22, o Papa Francisco visitou o templo valdense de Turim situado na avenida «Vittorio Emanuele». Eis o texto do discurso pronunciado durante o encontro ecumênico. Queridos irmãos e irmãs É com grande alegria que hoje me encontro entre vós. Saúdo-vos a todos com as palavras do apóstolo Paulo: «A vós, que sois de Deus pai e do Senhor Jesus Cristo, paz e graça vos sejam dadas» (1 Ts 1, 1 — Tradução interconfessional em língua corrente). Saúdo em particular o Moderador da Mesa Valdense, Reverendo Pastor Eugenio Bernardini, e o Pastor desta comunidade de Turim, Reverendo Paolo Ribet, aos quais dirijo o meu sincero agradecimento pelo convite que tão gentilmente me fizeram. O cordial acolhimento que hoje me reservais faz-me pensar nos encontros com os amigos da Igreja Evangélica Valdense do Rio da Prata, dos quais pude apreciar a espiritualidade e a fé, e aprender muitas coisas boas. Um dos principais frutos que o movimento ecumênico já permitiu que se recolhesse ao longo destes anos foi a redescoberta da fraternidade que une todos os que acreditam em Jesus Cristo e foram batizados em seu nome. Este vínculo não se baseia em critérios simplesmente humanos, mas na partilha radical da experiência fundante da vida cristã: o encontro com o amor de Deus que se nos revela em Jesus Cristo e a ação transformadora do Espírito Santo que nos assiste no caminho da vida. A redescoberta desta fraternidade permite-nos compreender o laço profundo que já nos une, não obstante as diferenças. Trata-se de uma comunhão que ainda está a caminho — e a unidade constrói-se no caminho — uma comunhão que, com a oração, com a constante conversão pessoal e comunitária e com a ajuda dos teólogos, nós esperamos, confiantes na ação do Espírito Santo, que se possa tornar comunhão plena e visível na verdade e na caridade. A unidade que é fruto do Espírito Santo não significa uniformidade. Com efeito, os irmãos estão acomunados por uma mesma origem, mas não são idênticos entre eles. Isto está bem claro no Novo Testamento, onde, apesar de serem chamados irmãos todos os que compartilhavam a mesma fé em Jesus Cristo, é possível intuir que nem todas as comunidades cristãs, às quais pertenciam, tinham o mesmo estilo, nem uma idêntica organização interna. Até dentro da mesma pequena comunidade era possível distinguir diversos carismas (cf. 1 Cor 12-14) e no anúncio do Evangelho havia diversidades e, por vezes, contrastes (cf. Ac t 15, 36-40). Infelizmente, aconteceu e continua a acontecer que os irmãos não aceitem a sua diversidade e acabem por fazer guerra um contra o outro. Refletindo sobre a história das nossas relações, não podemos deixar de nos entristecer perante as contendas e as violências perpetradas em nome da própria fé, e peço ao Senhor que nos dê a graça de nos reconhecermos todos pecadores e de nos sabermos perdoar uns aos outros. É por iniciativa de Deus, o qual nunca se resigna diante do pecado do homem, que se abrem novos caminhos para viver a nossa fraternidade, e não podemos subtrair–nos a isto. Da parte da Igreja Católica, peço-vos perdão. Peço-vos perdão pelas atitudes e pelos comportamentos não cristãos, por vezes até desumanos que, na história, tivemos contra vós. Em nome do Senhor Jesus Cristo, perdoai-nos! Portanto, estamos profundamente gratos ao Senhor ao constatar que as relações entre católicos e valdenses hoje estão cada vez mais fundadas no respeito recíproco e na caridade fraterna. Não foram poucas as ocasiões que contribuíram para tornar mais firmes estas relações. Penso citandos só alguns exemplos — também o reverendo Bernardini já o fez — na colaboração para a publicação em italiano de uma tradução interconfessional da Bíblia, nos acordos pastorais para a celebração do matrimônio e, mais recentemente, na redação de um apelo conjunto contra a violência contra as mulheres. Entre os muitos contactos cordiais em diversos contextos locais, onde se compartilham a oração e o estudo das Escrituras, gostaria de recordar o intercâmbio ecumênico de dons realizado, por ocasião da Páscoa, em Pinerolo, pela Igreja valdense de Pinerolo e pela Diocese. A Igreja valdense ofereceu aos católicos o vinho para a celebração da Véspera de Páscoa e a Diocese católica doou aos irmãos valdenses o pão para a Santa Ceia do Domingo de Páscoa. Trata se de um gesto entre as duas Igrejas que vai muito além da simples cortesia e que faz antegozar, de certa forma  aquela unidade da Mesa eucarística pela qual ansiamos. Encorajados por estes passos, somos chamados a continuar a caminhar juntos. A evangelização é um dos âmbitos nos quais se abrem amplas oportunidades de colaboração entre valdenses e católicos. Conscientes de que o Senhor nos precedeu e sempre nos precede no amor (1 Jo 4, 10), vamos juntos ao encontro dos homens e das mulheres de hoje, que por vezes parecem tão distraídos e indiferentes, para lhes transmitir o âmago do Evangelho, ou seja, «a beleza do amor salvífico de Deus manifestado em Jesus Cristo morto e ressuscitado» (Exort. apost. Evagelii gaudium, 23). Outro âmbito no qual podemos trabalhar cada vez mais unidos é o serviço à humanidade que sofre aos pobres, aos doentes, aos migrantes. Agradeço lhe pelo que disse sobre os migrantes. Da obra libertadora da graça em cada um de nós deriva a exigência de testemunhar o rosto misericordioso de Deus que cuida de todos e, em particular, de quem se encontra em estado de necessidade. A escolha dos pobres, dos últimos, de quantos estão excluídos da sociedade, aproxima-nos do próprio coração de Deus, que se fez pobre para nos enriquecer com a sua pobreza (cf. 2 Cor 8, 9) e, por conseguinte, aproxima-nos mais uns dos outros. As diferenças sobre importantes questões antropológicas e éticas, que continuam a existir entre católicos e valdenses, não impedem que possamos encontrar formas de colaboração nestes e noutros âmbitos. Se caminharmos juntos, o Senhor ajudar-nos a viver aquela comunhão que precede todos os contrastes. Queridos irmãos e irmãs, agradeço-vos novamente este encontro, que gostaria nos confirmasse num modo novo de estarmos uns com os outros: olhando sobre tudo para a grandeza da nossa fé comum e da nossa vida em Cristo e no Espírito Santo, e só depois, para as divergências que ainda subsistem. Garanto-vos a minha recordação na oração e peço-vos, por favor, que rezeis por mim: preciso disso. O Senhor conceda a todos nós a sua misericórdia e a sua paz.

 

 

Fonte: L’OSSERVATORE ROMANO – Ano XLVI- número 26 (2.369)- página 8, quinta-feira 25 de Junho de 2015,

 

Encontro com um grupo de católicos e budistas



Sementes de fraternidade e paz

 

 Antes da audiência geral, o Papa recebeu, no espaço adjacente à Sala de Paulo VI, os participantes no encontro entre budistas e católicos dos Estados Unidos da América, a decorrer em Castel Gandolfo sobre o tema: «Sofrimento, libertação e fraternidade». Quem os acompanhou foi o cardeal Jean-Louis Tauran, presidente do Pontifício Conselho para o diálogo inter-religioso. O encontro foi promovido inclusive pelo movimento dos Focolares e pela comissão para o ecumenismo e o diálogo da Conferência episcopal dos EUA. Os trabalhos foram inaugurados a 23 de Junho e concluir se no dia 27. «Agradeço-vos — disse Francisco ao saudá-los — esta visita que é muito apreciada por mim, visita de fraternidade, de diálogo e também de amizade. E isto faz bem, é saudável. Neste momento histórico tão ferido por guerras e ódio, estes pequenos gestos são sementes de paz e de fraternidade. Agradeço-vos muito, o Senhor vos abençoe».

 

 

 Fonte: L’OSSERVATORE ROMANO-Ano XLVI- página 20, quinta-feira 25 de Junho de 2015, número 26(2.369)

MENSAGEM PARA O MÊS DO RAMADAN



Cristãos e Muçulmanos: 
não à violência em nome da religião

Fonte: L’OSSERVATORE ROMANO - Ano XLVI- página 16,  quinta-feira 25 de Junho de 2015, número 26(2.369)

 

Queridos irmãos e irmãs muçulmanos

É-me grato dirigir-vos, quer em nome dos católicos do mundo inteiro, quer pessoalmente, os melhores votos por uma serena e jubilosa celebração de ‘Id al-Fitr. No mês de Ramadan respeitastes muito as práticas religiosas e sociais, como o jejum, a oração, a esmola, a ajuda aos pobres, as visitas aos familiares e amigos.

Espero e rezo para que os frutos destas boas obras possam enriquecer a vossa vida!

Para alguns de vós, assim como para outros pertencentes às diversas comunidades religiosas, a recordação dos próprios entes queridos, que perderam a vida e os seus bens ou sofreram física, mental e até espiritualmente por causa da violência, lança uma sombra sobre a alegria da festa. Comunidades étnicas e religiosas em numerosos países do mundo padeceram sofrimentos enormes e injustos: o assassinato de alguns dos seus membros, a destruição do seu patrimônio cultural e religioso, emigração forçada das suas casas e cidades, moléstias e estupros das suas mulheres, escravização de alguns dos seus membros, tráfico de seres humanos, comércio de órgãos, e até venda de cadáveres!

Estamos todos cientes da gravidade destes crimes. Todavia, o que os torna ainda mais hediondos é a tentativa de os justificar em nome da religião. Trata-se de uma clara manifestação da instrumentalização da religião para obter poder e riqueza.

Seria supérfluo dizer que quantos são responsáveis pela segurança e pela ordem pública têm também o dever de proteger as pessoas e as suas propriedades da violência cega dos terroristas. Por outro lado, há também a responsabilidade daqueles que têm a tarefa da educação: as famílias, as escolas, os textos escolares, os líderes religiosos, o discurso religioso, os meios de comunicação. A violência e o terrorismo nascem primeiro na mente das pessoas desviadas, sucessivamente são perpetradas em concreto.

Todos aqueles que estão concernidos na educação dos jovens e nos vários âmbitos educativos deveriam ensinar o caráter sagrado da vida e a dignidade que dela deriva para cada pessoa, independentemente da sua etnia, religião, cultura, posição social ou escolha política. Não existe uma vida que seja mais preciosa do que outra devido à sua pertença a uma específica raça ou religião. Portanto, ninguém pode matar. Ninguém pode matar em nome de Deus; isto seria um duplo crime: contra Deus e contra a própria pessoa.

Não pode existir ambigüidade alguma na educação. O futuro de uma pessoa, de uma comunidade e da humanidade inteira não pode ser construído sobre esta ambigüidade ou verdade aparente. Cristãos e muçulmanos, cada um segundo a respectiva tradição religiosa, olham para Deus e relacionam-se com Ele como a Verdade. A nossa vida e o nosso comportamento na qualidade de crentes deveria refletir esta convicção.

Segundo são João Paulo II, cristãos e muçulmanos têm «o privilégio da oração» (Discurso aos Chefes Religiosos Muçulmanos, Kaduna, Nigéria, 14 de Fevereiro de 1982). Há uma grande necessidade da nossa oração: pela justiça, pela paz e segurança no mundo; por quantos se afastaram do caminho certo da vida e cometeram violência em nome da religião, a fim de que possam voltar a Deus e mudar a sua vida; pelos pobres e doentes.

Aliás, as nossas festas alimentam em nós a esperança para o presente e para o futuro. É com esperança que olhamos para o futuro da humanidade, em particular quando fazemos o melhor que podemos para que os nossos sonhos legítimos se tornem realidade.

Juntamente com o Papa Francisco, desejamo-vos que os frutos do Ramadan e a alegria de ‘Id al-Fitr possam trazer paz e prosperidade, favorecendo o vosso crescimento humano e espiritual.

Boas festas a todos vós!

Vaticano, 12 de Junho de 2015

 

Jean-Louis Cardinale Tauran
Presidente

 

Padre Miguel Ángel Ayuso Guixot, M.C.C.I.
Secretário

Página 2 de 3123
© Copyright Casa da Reconciliação - Designed by G7 Digital