‘A Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos, a cada ano, é surpreendente no sentido positivo’



Em entrevista ao O SÃO PAULO, o cônego José Bizon, responsável pela Comissão do Ecumenismo e Diálogo Inter-religioso da Arquidiocese de São Paulo e diretor da Casa da Reconciliação, afirmou que “a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos, a cada ano, é surpreendente no sentido positivo”. Segundo ele, os encontros de oração, que ocorreram durante a Semana, entre duas ou mais denominações cristãs “aproximaram, ajudaram a quebrar preconceitos e fizeram com que testemunhássemos que Cristo não está dividido, mas que a divisão entre nós, cristãos, fere a integridade do Cristo”.
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De fato, nesses encontros era visível o desejo entre os cristãos, que pediam a Deus o dom da unidade. Exemplo disso foi a Jornada Ecumênica realizada na manhã de sábado, 7, no Campus Ipiranga da PUC-SP, que reuniu grupos que trabalham com o Diálogo Ecumênico ligados ao Regional Sul, ao Movimento de Fraternidade de Igrejas Cristãs (MOFIC) e da Faculdade de Teologia da PUC-SP. Esses grupos vinham de diversas cidades: Bragança Paulista, Campinas, São José dos Campos, Botucatu, Santos e Grande São Paulo.

A Jornada foi assessorada pelo padre Boris Agustin, doutor em Teologia Bíblica e professor da PUC-SP, que dissertou sobre o texto bíblico tema da Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos deste ano: “Acaso Cristo está divido?” (1 Cor 1, 1-17).

Padre Boris explicou que o Apóstolo Paulo sublinha e exorta ao povo de Corínto a centralidade de Cristo, o seu Evangelho e a sua oferta de vida. E que “na medida em que todos os fiéis forem conduzidos pelo único espírito, que nos impele e nos impulsiona a viver este modo de ver de Cristo, nós teremos a chance de edificar um diálogo ecumênico sadio, uma comunhão que favoreça a vida e a sociedade”.

Varnete Maria dos Santos Montanha é membro da Igreja Presbiteriana Independente do Brasil. Seu esposo, Luiz Antônio Montanha, é católico romano. Essa é uma família que trabalha em prol do ecumenismo na cidade de Botucatu (SP). Varnete acredita que a adesão das pessoas ao diálogo ecumênico depende das lideranças religiosas. “Nós temos um casal de pastores que são ecumênicos. Além disso, na cidade, dom Maurício Grotto de Camargo, arcebispo metropolitano, atua em sinergia pelo ecumenismo com a Igreja Presbiteriana Independente”.

“Aquilo que nos une é qualitativamente mais importante do que aquilo que nos separa”, manifestou dom Julio Endi Akamine, bispo auxiliar de São Paulo e referencial para o Diálogo Ecumênico e Inter-religioso do Regional Sul 1 da CNBB. Dom Julio explicou que “Cristo não está dividido porque professamos um só Batismo, um só Senhor, uma só fé; a graça é a mesma. Cristo está ferido, mas não está dividido. As nossas divisões ferem a nós mesmos, mas, principalmente, a Jesus Cristo. As feridas contra a Unidade ferem o próprio Cristo”.

 


SEMANA DE ORAÇÃO PELA UNIDADE DOS CRISTÃOS

 

 

Fonte: Arquidiocese de São paulo

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