Semana de oração pela Unidade dos Cristãos 2020



Semana de Oração Pela Unida de 24 a 31 de Maio de 2020
O cartaz deste de 2020 foi enviado pela Lílian Santos Gomes, moradora de Porto Alegre-RS. Encontra-se no site do Conic.

Cartaz Souc 2020

Os créditos dessa informação são:

CONIC : https://www.conic.org.br/portal/semana-de-oracao

 

PERÍODO
De 24 a 31 de maio de 2020.
TEMA
Gentileza gera Gentileza“, inspirado na passagem de Atos 28:2 – relato em que Paulo é gentilmente acolhido após um naufrágio.
O cartaz deste de 2020 foi enviado pela Lílian Santos Gomes, 35 anos, moradora de Porto Alegre-RS. Na arte, vemos mãos de acolhida – representando todos os povos – circundando a peça. Ao centro, temos um bote com migrantes e um barco a acolhê-los, numa alusão às muitas ONGs que, hoje, fazem esse trabalho de resgate no Mar Mediterrâneo e em outras localidades. Corações aquecidos e pombas brancas da paz, que também representam o Espírito Santo, são os outros componentes do desenho… que taz em si o tema da SOUC 2020: Gentileza gera Gentileza.
INTRODUÇÃO AO TEMA PARA O ANO DE 2020
“Gentileza gera Gentileza”
(Cf.: Atos 28:2)
Os materiais para a Semana de Oração pela Unidade Cristã de 2020 foram preparados pelas Igrejas cristãs em Malta. Todos os anos, em 10 de fevereiro, muitos cristãos da ilha celebram a festa do naufrágio do apóstolo Paulo, destacando e agradecendo a chegada da fé cristã nesse território. A leitura de Atos usada na festa este ano foi o texto escolhido para a SOUC 2020.
A história começa com Paulo sendo levado a Roma como prisioneiro (At 27:1). Paulo está preso, mas mesmo numa viagem que se torna perigosa, a missão de Deus continua através dele.
A narrativa é um clássico drama da humanidade. O relato informa que os passageiros do navio estão expostos às forças dos mares e das poderosas tempestades que se erguem ao seu redor. Essas forças os levam a um território desconhecido, onde estão perdidos e sem esperança.
As 276 pessoas a bordo são divididas em grupos distintos.
O centurião e seus soldados têm poder e autoridade, mas dependem da perícia e da experiência dos marinheiros. Embora todos estejam assustados e vulneráveis, os prisioneiros são os mais vulneráveis de todos. Suas vidas são consideradas dispensáveis, eles estão em risco de uma execução sumária (At 27:42). À medida em que a história se desenvolve, sob pressão e temendo por suas vidas, vemos desconfiança e suspeita ampliando as divisões entre os diferentes grupos.
Notavelmente, porém, Paulo se ergue como um centro de paz no tumulto. Ele sabe que sua vida não é governada por forças indiferentes ao seu destino, mas está segura nas mãos do Deus a quem ele pertence e serve (At 27,23). Por causa de sua fé, ele está confiante de que se erguerá diante do imperador em Roma. É a força da fé que encoraja Paulo a se erguer diante de seus companheiros de viagem e dar graças a Deus. Todos passam a ficar encorajados. Seguindo o exemplo de Paulo, eles partilham pão, unidos numa nova esperança e confiando em suas palavras.
Esta experiência de confiança aponta para o tema principal dessa passagem: a providência divina. Foi decisão do centurião navegar em tempo ruim. Entretanto, durante a tempestade, os marinheiros é que devderiam decidir como conduzir o navio para garantir segurança à tripulação. Com o agravamento da situação, os planos dos marinheiros precisaram ser alterados. A única alternativa possível seria permanecer juntos e permitir que o navio naufragasse. Estão à deriva, nas mãos de Deus. Foram salvos pela divina providência. O navio e toda a sua valiosa carga se perderam, mas todas as vidas foram salvas.
Esse grupo de pessoas diversas, e em conflito, desembarca em uma ilha (At 27:26). Tendo sido jogados juntos pelo mesmo navio, chegam ao mesmo destino. Lá, são recebidos com muita hospitalidade e amorosidade pelos nativos da ilha, que desconheciam os conflitos internos do grupo náufrago. Ao se unirem ao redor do fogo, cercados por um povo que nem os conhece nem os compreende, diferenças de poder e posição social se esvaem. Os 276 náufragos não estão mais na dependência de forças indiferentes, mas envolvidos pela amorosa previdência de Deus, que se revela através de um povo que os acolheu com uma “Gentileza fora do comum” (At 28:2). Com frio e molhados, eles podem se aquecer e secar perto do fogo. Com fome, recebem comida. São abrigados até que seja seguro para eles continuar a viagem. É uma Gentileza capaz de transformar qualquer conflito e animosidade.

Tribunal de Contas da União Realiza Cerimônia Inter-Religiosa de encerramento de 2019



TCMSP realiza Cerimônia Inter-Religiosa de encerramento de 2019Notícias 11/12/2019 14:00 2 DIAS ATRÁS

Na terça-feira, 10 de dezembro, foi realizada no Plenário Paulo Planet Buarque do Tribunal de Contas do Município de São Paulo (TCMSP) a cerimônia Inter-Religiosa de encerramento de 2019. O encontro reuniu o dirigente espírita Carlos Alberto Pinto, do Centro Espírita Recomeço; o pastor Emanuel Rubens de Carvalho, da Igreja Batista Boas Novas; a monja Heishim, do Templo Zen do Brasil; o padre José Bizon, da Casa da Reconciliação; o sheik Jihad Hammadeh, vice-presidente da União Nacional das Entidades Islâmicas; e a sacerdotisa da Religião de Matriz Africana do Ilê Olá Omi Assei Opo Araka – Ilé de Candomblé, Mãe Carmen – Iyalorixá Carmen de Oxum.

Após a abertura da cerimônia, realizada pelo Coral do TCMSP, sob a regência do maestro William Guedes, a palavra foi dada ao dirigente espírita Carlos Alberto Pinto, que iniciou sua fala lembrando que, há 71 anos, é celebrada a Declaração Universal dos Direitos Humanos como uma norma comum a ser alcançada por todos os povos e nações.

Carlos Alberto lembrou que, na verdade, a proteção universal dos direitos humanos iniciou-se quando Moisés recebeu no Monte Sinai a primeira relação dos direitos e deveres: os Dez Mandamentos. “Porém, há mais de dois mil anos, Jesus resumiu tudo isso nas seguintes palavras: ‘Amai a Deus sobre todas as coisas, e o próximo como a ti mesmo’”, lembrou o dirigente do Centro Espírita Recomeço. Enfatizando que o Brasil é o país com mais seguidores católicos, evangélicos, espíritas e umbandistas, Carlos Alberto questionou: “Será por acaso? Ou há algo especial reservado para nós? Não existe acaso na lei divina”. Finalizando sua manifestação, destacou: “Quando o verdadeiro amor preencher o nosso ser na sua totalidade, quando deixarmos de julgar os nossos semelhantes e quando as diferenças entre nós, em todos os sentidos, deixarem de existir, quando colocarmos a preocupação com o outro antes da preocupação conosco, então, o ódio, o racismo, o preconceito, o desdém, a inveja e a cobiça deixarão de dominar o nosso ser. E, finalmente, poderemos viver como irmãos, nos ajudando, uns aos outros sem rancor”.

A indagação “qual o valor do ser humano?” conduziu a mensagem deixada pelo pastor Emanuel Rubens de Carvalho, da Igreja Batista Boas Novas. Para responder à questão, o pastor citou trecho do Evangelho contido em João, capítulo 3, versículo 16, que diz: “Porque Deus amou tanto o mundo, a humanidade, o ser humano, que entregou seu único filho para todo aquele que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna”. Com essa visão bíblica, o pastor reforça que o ser humano vale tanto quanto a vida do filho de Deus. Segundo as palavras do pastor, o desafio da humanidade é, portanto, amar como Deus nos amou, “entregando a vida do seu filho em nome do amor ao ser humano”, acrescentou. Ao concluir sua mensagem, assegurou que “quando conseguirmos seguir o exemplo de amor deixado por Deus, o sonho de um mundo mais justo e com respeito ao ser humano se tornará uma realidade”.

A Monja Heishim, do Templo Zen do Brasil, iniciou sua fala contando sobre a busca do indiano Sidarta Gautama, o Buda, pelo sentido da vida. Explicou que Buda, que em sânscrito significa “o desperto”, descobriu a resposta nas práticas meditativas e na conexão do homem com todos os seres do universo. “Buda é uma condição da mente e não apenas um nome. É se perceber conectado com tudo que existe, da árvore ao oceano. Se responsabilizar por manter uma mente sadia e feliz e apreciar a vida olhando-a com profundidade e harmonia”, enfatizou a líder religiosa.

Como funcionária pública há 36 anos e monja há 10, Heishim ressaltou que as práticas meditativas não devem ser exercidas para criar um mundo paralelo e sim para trazer os benefícios para a vida cotidiana. Dessa maneira, é fundamental cuidar do que se passa na mente e escolher bem as palavras a serem usadas, principalmente no ambiente de trabalho. “Devemos criar uma mente de contentamento e harmonia e entender o privilégio que temos em trabalhar na área pública. De poder servir à sociedade e garantir que as políticas públicas cheguem a todos. Temos a obrigação de ser criativos e felizes e não frustrados e sem ânimo”, finalizou a monja.

Em sua manifestação, o sheik Jihad Hammadeh fez uma pequena oração e agradeceu a todos os presentes na solenidade. Em seguida, ensinou que “a dignidade está relacionada em se fazer o bem; não ser só bom, pois ser bom é fácil, o difícil é ser benfeitor para o outro, e o outro aqui é o outro ser humano, que vive ao seu lado, ou o meio ambiente”. O dirigente muçulmano falou dos ensinamentos que são importantes para viver com dignidade e em paz com todos em sociedade. “As pessoas falam que o amor supera tudo, no casamento, por exemplo. Não é fato. Muitas vezes há violência, amando; há injustiça, amando. Porém, se não tiver amor, mas tiver respeito, já basta. O mínimo necessário é respeitar o outro, que significa fazer justiça com ele. Sermos justos e respeitosos, primeiro com Deus, depois comigo e com o próximo e seremos felizes e teremos dignidade”, descreveu ele.

Finalizando sua exposição na cerimônia inter-religiosa, o sheik Jihad Hammadeh abordou questões que interferem nas relações sociais atualmente: “O respeito é importante e foi para isso que Deus enviou os profetas, para nos ensinarmos que não sou obrigado a amar ninguém, mas eu sou obrigado a respeitar o próximo. Nós acreditamos que o respeito venha antes que os demais sentimentos. Com respeito, podemos viver bem com todos, mesmo discordando deles, para termos uma sociedade mais justa, melhor, respeitosa e harmônica”, afirmou ele.

O padre José Bizon, em sua oratória, citou uma passagem da vida de Jesus Cristo, quando questionaram sobre o maior mandamento de Deus, e Ele respondeu: amar a Deus sobre todas as coisas e a seu próximo como a si mesmo. “Quando pararmos de atirar pedras ao invés de estender a mão ao nosso próximo, o mundo será melhor, porque a dignidade está aí, no respeito a esse mandamento. Dessa forma, construiremos uma sociedade mais humana, justa e fraterna”, acrescentou o padre.

Em sua mensagem, Mãe Carmen de Oxum, sacerdotisa do Candomblé, ressaltou a importância da convivência entre os diferentes, o respeito acima das divergências religiosas. Ela afirmou lamentar não apenas a discriminação lançada sobre a sua religião, mas qualquer forma de discriminação. Para a sacerdotisa, apesar das diferenças que nos distinguem, devemos amar a todos. “Que você ame seu irmão, demais parentes ou estranhos como eles são e não como gostaria que fossem”, concluiu ela.

Encerrando a celebração, o presidente do TCMSP, conselheiro João Antonio da Silva Filho, frisou que a dignidade humana implica necessariamente falar de solidariedade. “E para falar de solidariedade temos que falar de amor e fraternidade”. Citando o escritor checo Franz Kafka, João Antonio afirmou que solidariedade é o sentimento que melhor expressa o respeito pela dignidade humana, e não combina com individualismo competitivo que marca a sociedade atual. “Solidariedade significa estendermos as mãos a todos, independente da sua opção religiosa, sua opção sexual, sua cor de pele ou classe social”, destacou, acrescentando que o individualismo competitivo enraizado em nossa sociedade leva a todo tipo de discriminação. “A ideia de solidariedade humana é premissa fundamental para um mundo melhor no futuro”, destacou.

Lembrando as palavras do papa João XXIII, o presidente do TCMSP afirmou que o pontífice acresceu aos pilares do Estado, além dos conceitos de povo, território e marcos legais, a finalidade de que esse promova o desenvolvimento integral da pessoa humana. “E essa preocupação vai em direção da mesma determinação da solidariedade entre os seres humanos, e esses estão no centro das preocupações de todas as confissões religiosas”, afirmou ele.

O conselheiro presidente João Antonio terminou sua mensagem de Natal e de Ano Novo lendo um poema do poeta e dramaturgo alemão Bertolt Brecht, um libelo contra a visão hobbesiana de que só a “mão pesada” do Estado é capaz de impedir a guerra de todos contra todos. Diz o poema: “Desconfiai do mais trivial, na aparência singelo. E examinai, sobretudo, o que parece habitual. Suplicamos expressamente: não aceiteis o que é de hábito como coisa natural, pois em tempo de desordem sangrenta, de confusão organizada, de arbitrariedade consciente, de humanidade desumanizada, nada deve parecer natural. Nada deve parecer impossível de mudar”.

O final da cerimônia foi marcado pela apresentação do coral São Luiz Gonzaga, da Associação Bênção da Paz, regido pelo maestro Cláudio Veloso e formado por crianças entre 6 e 14 anos.

 

Imagens Anexadas

Plenário Paulo Planet Buarque do Tribunal de Contas do Município de São Paulo (TCMSP) realiza cerimônia Inter-Religiosa de encerramento de 2019

Plenário Paulo Planet Buarque do Tribunal de Contas do Município de São Paulo (TCMSP) realiza cerimônia Inter-Religiosa de encerramento de 2019

Plenário Paulo Planet Buarque do Tribunal de Contas do Município de São Paulo (TCMSP) realiza cerimônia Inter-Religiosa de encerramento de 2019

Plenário Paulo Planet Buarque do Tribunal de Contas do Município de São Paulo (TCMSP) realiza cerimônia Inter-Religiosa de encerramento de 2019

Plenário Paulo Planet Buarque do Tribunal de Contas do Município de São Paulo (TCMSP) realiza cerimônia Inter-Religiosa de encerramento de 2019

Plenário Paulo Planet Buarque do Tribunal de Contas do Município de São Paulo (TCMSP) realiza cerimônia Inter-Religiosa de encerramento de 2019

Funcionários do TCMSP na cerimônia Inter-Religiosa de encerramento de 2019

Funcionários do TCMSP na cerimônia Inter-Religiosa de encerramento de 2019

Cerimônia Inter-Religiosa

Cerimônia Inter-Religiosa

Coral dos Servidores do TCMSP se apresenta na cerimônia Inter-Religiosa de encerramento de 2019

Coral dos Servidores do TCMSP se apresenta na cerimônia Inter-Religiosa de encerramento de 2019

O Mestre de Cerimônias, Antonio Carlos Vieira Jr

O Mestre de Cerimônias, Antonio Carlos Vieira Jr

O dirigente espírita Carlos Alberto Pinto, do centro espírita Recomeço

O dirigente espírita Carlos Alberto Pinto, do centro espírita Recomeço

O pastor Emanuel Rubens de Carvalho, da Igreja Batista Boas Novas

O pastor Emanuel Rubens de Carvalho, da Igreja Batista Boas Novas

A Monja Heishim, do Templo Zen do Brasil

A Monja Heishim, do Templo Zen do Brasil

A Monja Heishim, do Templo Zen do Brasil

A Monja Heishim, do Templo Zen do Brasil

O sheik Jihad Hammadeh

O sheik Jihad Hammadeh

Mãe Carmen de Oxum, sacerdotisa do Candomblé

Mãe Carmen de Oxum, sacerdotisa do Candomblé

O padre José Bizon

O padre José Bizon

Coral São Luiz Gonzaga, da Associação Bênção da Paz

Coral São Luiz Gonzaga, da Associação Bênção da Paz

Coral São Luiz Gonzaga

Coral São Luiz Gonzaga

O coral São Luiz Gonzaga, da Associação Bênção da Paz, regido pelo maestro Cláudio Veloso e formado por crianças entre 6 e 14 anos

O coral São Luiz Gonzaga, da Associação Bênção da Paz, regido pelo maestro Cláudio Veloso e formado por crianças entre 6 e 14 anos

Coral São Luiz Gonzaga

Coral São Luiz Gonzaga

O presidente do TCMSP, conselheiro João Antonio da Silva Filho

 

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